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Novas tecnologias e aplicativos de imóveis substituirão as imobiliárias?

O avanço tecnológico caminha subitamente pelo mundo. Em todos os setores é possível presenciar avanços surpreendentes, os quais jamais imaginamos presenciar um dia.

Acompanhar os progressos que acontecem a passos largos não é tarefa das mais fáceis, uma vez que eles reformulam conceitos, aplicam novas metodologias e ditam novos comportamentos – e exigem da gente a mesma velocidade de entendimento, fazendo-nos encarar a vida de uma nova maneira.

O setor imobiliário já sofreu duras (e ótimas) modificações nos últimos anos – os duros golpes somente aconteceram para os que não conseguiram acompanhar os novos hábitos do consumidor; e as ótimas modificações coincidem com os que aproveitaram as oportunidades.

Quem é que não se lembra que imóveis só eram anunciados em jornais, feirões e por meio da panfletagem nas ruas? Evidentemente muitas imobiliárias, as mais tradicionais, por exemplo, ainda insistem em velhas estratégias, porém o setor já se transformou o suficiente (até o momento) para acompanhar às mudanças de comportamento do consumidor exigente.

Publicamos recentemente aqui no BancoImóvel a respeito das assinaturas eletrônicas – leia aqui o artigo –, cuja tecnologia permite alugar um imóvel em qualquer lugar do mundo, sem que o inquilino e o proprietário tenham que se deslocar até uma imobiliária, por exemplo. Este é só um exemplo de transformação.

Diante tantas mudanças no setor imobiliário, qual o futuro das imobiliárias diante um cenário de inovações, startups e aplicativos de imóveis?

Um dos maiores mitos do setor é a substituição do corretor de imóveis nas transições. Isso porque ao contrário das teorias, as imobiliárias não está sendo trocadas por máquinas artificialmente inteligentes, e o BancoImóvel é a prova viva disso.

“Um ótimo exemplo da importância do papel do corretor de imóveis, está no acompanhamento das visitas, isto ocorre em nossa unidade de Paulínia, é praxe entre diversas imobiliárias tradicionais da cidade reter um documento de identidade do cliente e entregar as chaves para que este visite sozinho os imóveis, ao contrário no Bancoimovel, 100% das visitas são acompanhadas por nossos corretores. A todo momento recebemos muitos elogios de clientes agradecendo e afirmando o quão foi importante a participação do profissional em sua decisão, bem como a diferença entre os dois fluxos de atendimento, diz Gilberto Marmol do BancoImóvel. “Utilizar novas tecnologias para aumento da produtividade e agilidade nos processos, sempre serão bem-vindas, porém nenhuma tecnologia irá substituir o papel da imobiliária na solução dos conflitos entre as partes durante a vigência de um contrato de locação, por exemplo. Diariamente é comum nos depararmos com situações novas, especificas e pontuais que requer além do conhecimento técnico, inteligência emocional, para mediar as situações. Importante destacar que o processo de aquisição ou locação de um imóvel vai muito além do fechamento, está etapa sem dúvidas é a parte mais simples”, conclui.

Nos últimos anos, presenciamos dezenas de startups com ideias inovadoras. Muitas vieram de maneira relâmpago, mas foram embora com a mesma intensidade, sempre prometendo ser a “próxima grande novidade do mercado imobiliário”. Porém, ao contrário de outros segmentos, este que estamos abordando é diferente. É fácil entender o por quê.

Para a maioria das pessoas, uma compra ou venda de uma casa representa a maior transação financeira que ela terá na vida. É o resultado de anos e até mesmo de décadas de trabalho. Sendo assim, você pode imaginar uma decisão de compra desse nível sendo feita por um aplicativo? Evidentemente que não. É preciso ir até o local, bem como é necessário visitar outras dezenas de imóveis. Além disso, é essencial verificar toda a documentação e ter todo o aparato legal – fatos que nenhuma tecnologia é capaz de fazer.

Jefferson Rodrigues (37), paulistano e engenheiro industrial, conta que tentou alugar um apartamento com um tradicional app imobiliário, mas na hora de fechar negócio sentiu a necessidade de conversar com alguém para sentir-se confiante no negócio. “Passei algumas semanas pesquisando imóveis, alguns pareciam incríveis pelo celular, mas pessoalmente deixavam um pouco a desejar. Acabei alugando um apartamento indicado pela minha imobiliária e que me ajudou a negociar com o proprietário”, explica Jefferson. “A tecnologia traz facilidades importantes, mas para algumas coisas é preciso sair da tela touch screen e ir ver de perto, não tem jeito.”

Ainda que a tecnologia continue a se expandir no setor imobiliário, ela nunca poderá substituir o conhecimento regional e habilidade na negociação em um ambiente exclusivamente emocional – que é a hora de fechar um grande negócio. E mais do que isso, nenhum aplicativo será capaz de ser tão eficiente quanto o ato de procurar (e gastar sola de sapato) como as imobiliárias fazem para agradar seus clientes.

Gerenciar os imóveis é outro ponto crucial em deixar os imóveis somente em aplicativos. Cobrar aluguel atrasado, fazer vistorias e tomar medidas legais é algo impensável para qualquer app, bem como para qualquer outra plataforma digital.

Temos que estar abertos ao novo e ao que a tecnologia nos apresenta. É preciso também incorporar novas ferramentas e modernizar o setor com práticas atualizadas, incluindo equipamentos tecnológicos que ajude a atender às necessidades do cliente. A tecnologia é o nosso aliado, não o nosso inimigo.

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